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 terça-feira, 29 de julho de 2014

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Dança Afro-Brasileira - Parte II


OS TIPOS DE DANÇA AFRO



A dança afro-brasileira compõe-se de um conjunto de diferentes danças e dramatizações, que apresentam em comum a raiz negra africana. Recriada no Brasil, nas diferentes épocas e regiões, essa herança foi ganhando novos significados e expressões. Na sua origem, algumas delas eram realizadas para recordar ou relatar aos mais jovens, fatos históricos marcantes. Ao reforçar tradições e fundamentos da sua cultura, as danças tornavam-se um importante meio de auto-afirmação do grupo familiar ou social. Outras danças, entretanto, nasceram como meio de expressão e diversão, relacionando ao corpo, emoções e atitudes das pessoas daquele grupo. Eram também uma forma de valorização diante do grupo ou de si mesmos. Revelavam a intensidade do axé (energia) de cada um, de seu poder e capacidade de atuação. Trazidas ao Brasil, com a escravidão, encontraram nas senzalas e nos quilombos, espaço de resistência e afirmação cultural. Durante este século, a dança afro-brasileira, como toda cultura, foi se recriando através do tempo. Hoje, se mantém com uma expressão de características próprias bem marcantes. As danças brasileiras, assim como a raça brasileira, provém das mesmas matrizes: européia, africana e influências indígenas. Em algumas danças e manifestações folclóricas, já não se percebe mais as suas origens étnicas, criando danças ricas e exclusivamente originadas no Brasil. Podem ser consideradas danças afro-brasileiras várias manifestações da nossa cultura popular: afoxé, samba de roda, dança do maculelê, reggae, samba-reggae, danças rituais e até mesmo o recente axé baiano. Também se destaca a dança afro-brasileira propriamente dita, criada a partir do cotidiano do negro africano. Representam momentos da vida diária da tribo africana - como a colheita, o corte da cana, a preparação da farinha, a caça ou a pesca - ou ritos e tradições, como a chegada de um rei, a coroação ou a morte. Agilidade e soltura de cabeça, ombros, braços, tronco e quadril são pontos em comum dos movimentos, que variam entre intensa energia, lentidão e sensualidade. Os joelhos flexionados e os pés marcando fortemente o ritmo mostram a ligação com a terra.

O Samba

Dizem que o brasileiro tem samba na alma e no pé. Aliás, a cultura brasileira não tem nada genuinamente nativo, a não ser as facções e tiroteios... O samba é composto de passos e movimentos marcados por um compasso binário sincopado. Tanto a dança, como a música, derivam de ritmos e melodias de raízes africanas, como o lundun e o batuque, trazidos pelos negros há séculos. E, em todo o país, o samba foi se espalhando sob diversos ritmos e danças populares regionais, com grandes manifestações no Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Alguns autores dizem que como "gênero musical" nasceu e se desenvolveu no Rio de Janeiro, já nas primeiras décadas do século 20. Começou com os compositores e divulgadores negros naturais da Bahia, que migraram para o Rio ainda na segunda metade do século 19, indo morar nos bairros da Saúde e Gamboa. Em contato com outros ritmos, como a polca, o maxixe e o lundum, criaram o samba-carioca - urbano e carnavalesco. Também faz parte da origem dessa dança, o samba de roda. Talvez seja a versão mais próxima do batuque, cuja origem provável remonta ao século 18, a um tipo de dança executada no Congo e na Angola. Ao som de instrumentos percussivos, com ou sem música cantada, solistas vão ao centro da roda mostrar sua maestria. O mesmo ocorre com o samba de roda: um dos dançarinos vai para o centro da roda exibir seus passos e rebolados, acompanhando a frase musical dos instrumentos tocados, enquanto os outros dançarinos e espectadores completam a roda, ajudando com as palmas, o refrão ou a resposta ao canto. As mulheres entram na dança, correndo a roda, girando, rebolando até o chão e voltando. Uma a uma, transmitem graça e sensualidade com seus requebrados. Quando terminam a exibição, vão até outro componente da roda, dando uma "umbigada" (bate seu umbigo com o do outro), convidando-o a fazer seu solo. Os homens, por sua vez, sapateiam e fazem evoluções, trocando a posição das pernas com incrível rapidez. Mostram destreza e agilidade no sapateado, criando seqüências próprias para os versos repetidos. Hoje o samba de roda marca presença em festas e cerimônias bastante variadas, como no batacuje (batuques nos finais dos ritos religiosos afro-brasileiros), nas rodas de batucada e pagode e nos cortejos de carnaval, influenciando também novas criações como o samba-canção, o partido alto e a bossa-nova.

A Puxada de Rede

Esta é, na verdade, uma encenação dançada, um tipo de musical aos moldes africanos. Caracteriza-se por um quadro inspirado no principal meio de vida do litoral brasileiro. Mostra as tradicionais pescas, conhecidas como Três Maiôs, que representam um dos principais meios de subsistência do negro logo após a escravidão. Hoje, a pesca representa um importante recurso natural renovável do Brasil, pouco valorizado. Esta dança, quase um repertório de ballet clássico, fala de pescadores e suas vidas no mar. A puxada de rede, conta a história de um pescador que, ao sair para o mar em plena noite para trazer o sustento da família, despede-se de sua mulher que, tendo um mau pressentimento, o assusta dizendo dos perigos de sair ao mar à noite. Mas o pescador sai e a deixa chorando com seus filhos assustados. Ele leva consigo uma imagem de nossa senhora dos navegantes, seus companheiros de pesca e a bênção de Deus. Muito antes do horário previsto para a volta dos pescadores, que seria às 5 da manhã, a mulher do pescador, que ficara na praia esperando a hora do arrasto, tem uma visão um tanto quanto estranha. Ela vê o barco voltando com todos à bordo muito tristes e alguns até chorando. Quando os pescadores desembarcam, ela dá pela falta do marido e os pescadores dizem que ele caiu no mar por conta de um descuido e que devido à escuridão da noite, não foi possível encontrá-lo, ficando ele perdido na imensidão das águas. Ao amanhecer, quando vão fazer o arrasto da rede que ficara ao mar, os pescadores notam que, por ter sido aquela uma noite de pouca pesca, a rede estava pesada demais. Ao chegar todo o arrasto à praia, já com o dia claro, todos vêem no meio dos poucos peixes que vieram, o corpo do pescador desaparecido. A tristeza é instantânea e o desespero toma conta de todos ali presentes. Prosseguem-se então os rituais fúnebres do pescador sendo levado à sua morada eterna pelos amigos que estavam com ele no mar, sendo seu corpo carregado nos ombros, ao longo da praia.

O Maculelê

Com o nome de Maculelê existe em Santo Amaro, na Bahia, um jogo de bastões (esgrimas - porretes de 30 cm de comprimento) remanescentes dos antigos cucumbis. No final de cada estrofe da música (pré-estabelecida), se cruzavam dois a dois. As batidas não cobrem apenas os intervalos do canto dão, mais do que as caixas e os pequenos atabaques, o ritmo é fundamental aos meneios do corpo com que se executa o jogo. Os cucumbis, como os cabloquinhos do Nordeste e os caiapós de Minas Gerais e São Paulo, eram autos negros em que os personagens, à maneira angolense, se enfeitavam de penas e peles de animais com arcos e flechas; mas, em face de repercussão popular dos movimentos nativistas e de literatura indianista, em especial da extinção do tráfico negreiro, passaram com o tempo a figurar o selvagem nativo. O folguedo desapareceu, na Bahia, mas o jogo de bastões, que continua um dos seus episódios, permaneceu e se tornou autônomo. Como jogo de bastões, o maculelê tem marcado parentesco com muitas danças nacionais: o moçambique de São Paulo, a cana-verde de Vassouras, o bate-pau de Mato Grosso, o vilão de Santa Catarina, o tundundun do Pará... Uma primeira transformação que lhe deu inconfundível cor local foi a simulação do combate, não coletivo, mas singular. O atacante que pode pelejar à vontade, até com dois ou três, usa apenas um bastão, enquanto o atacante se vale de dois bastões, que habitualmente cruzam no ar para defender-se. As canções, os toques e o jeito de dançar (os requebros com flexão dos joelhos e movimentos predominantemente para fora do círculo) são os mesmos de uma aldeia de cablocos. Liga-se o maculelê e como o folguedo popular à novena da senhora da purificação, padroeira de Santo Amaro , e à festa que a arremata, a 2 de fevereiro, um dia de extraordinário colorido em todo o Recôncavo Baiano. O maculelê, na verdade, nada mais é do que uma dança de guerra, ao ritmo dos atabaques, onde usa-se bastões e facões, além de cantorias que expressam o espírito de luta dos oprimidos negros.

A Capoeirança

É uma mistura de capoeira com dança moderna.

A Dança do fogo

Retrata a intimidade do homem com o fogo, é uma dança também representativa.

As danças afro-cubanas e afro-americanas – Rumba, guaguancó, yambú e Columbia

A palavra rumba faz parte de uma série de outras palavras afro-americanas que referem-se a festas populares como: tumba, macumba e tambo, que surgiram em Cuba no século XIX. Os instrumentos utilizados nas festas populares eram caixotes de madeira de vários tamanhos com diferentes funções, que produziam sons com caracteres rítmicos distintos: grave, seco, opaco, de sonoridade mais aberta; como também o agudo. Um outro som podia ser a percussão de uma garrafa de vidro ou frigideiras com algum implemento metálico. Assim, foi incorporado um instrumental heterogêneo com fins musicais. Exemplo disto era a percussão de armário, uma porta, um tamborete, uma cadeira de madeira e um par de colheres, com o qual se faz percussão de caixotes. Além disto, o cantor, também produz sons rítmicos constantes com um par de claves. Posteriormente, os caixotes foram substituídos por dois tambores em forma de barril: a tumbadora e o quinto. Na dança, o casal executa passos, gestos e trejeitos acompanhados de um jogo de conquista e sedução. Cada uma das seqüências da Rumba apresenta variantes, que produzem estilos diferentes, com características singulares. Tais estilos são: o guaguancó, o yambú e a columbia. O casal que dança guaguancó realiza um jogo de atração e repulsa, de entrega e de evasão, de aproximação e de fuga, que alcança o seu apogeu na conquista e formação do par amoroso. Já no yambú, os dançarinos imitam os anciãos em cada movimento. Na columbia, um homem dança individualmente, executando movimentos acrobáticos, influenciados pelos íremes ou "diablitos de los abakuá" (grupo religioso africano que surgiu em Havana e Matanzas no século XIX) porém sem as funções sacramentais destes últimos. O dançarino coloca-se em frente do tambor quinto realizando movimentos de possessão. Este embate entre os passos do dançarino e o ritmo do quinto pela supremacia constitui o ápice da dança. A marcação da columbia é mais rápida do que as outras categorias da dança da rumba. As manifestações da vida do povo cubano são expressas através da Rumba e de outros ritmos e danças como o Son, Mambo, Cha-Cha-Chá, Conga, Casino (Salsa), entre outros, como elementos fundamentais das raízes negras da cultura cubana.

Data da Reportagem
5/5/2009 21:04:29

 

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